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07/11/2018
Os ataques de birra e agressividade das crianças têm acontecido com mais frequência nos dias de hoje.

Os ataques de birra e agressividade das crianças têm acontecido com mais frequência nos dias de hoje.

Mas por que isso acontece?

Porque os pais têm cada vez mais dificuldade de dizer NÃO.

Temos trabalhado muito e temos tido cada vez menos tempo com nossos filhos, e a culpa nos assalta e nos tira a firmeza e autoridade.

Quando eles querem algo, mesmo que saibamos que não é o melhor, não queremos frustrá-los e tornar aquele momento, o único do dia, de choro e raiva, então dizemos SIM!

E de sim em sim, eles desaprendem ou nunca aprendem a receber NÃO’s. E ficam perdidos, quando se deparam com a FRUSTRAÇÃO.

Sendo assim, quando acontece... a criança começa a chorar e em poucos minutos já está gritando, esperneando e se jogando no chão.

Se você já passou uma cena dessas, sabe o que é sentir um misto de emoções difícil de explicar e de lidar.

As birras dos pequenos conseguem deixar qualquer adulto sem ação, principalmente, quando acontecem em público.

Seja porque a criança quer um brinquedo ou porque não quer comer, na maioria das vezes o que desencadeia as famosas crises de choro é uma palavra bem pequenininha, de apenas três letras: NÃO.

E então, o que fazer?


1. Mantenha a calma. Esqueça os outros. Você está com o seu filho. Sua missão, naquele momento, é tratar o coração dele, então ignore os outros.

Lembre-se de que a educação dos seus filhos é mais importante do que alguns olhares de julgamento momentâneos.

 

2. Não dê atenção à birra!

Na hora da birra, a criança não vê, não escuta e não se controla.

Quanto mais atenção os pais derem à birra do filho, pior será o comportamento dele.

O melhor é ignorar, mesmo que esteja em ambiente público.

Leve para um canto e espere pacientemente. No caso de agressão física, apenas o contenha para não se machucar.

 

4. Seja grato

Isso mesmo. Cada erro de seu filho é uma oportunidade dada por Deus para que você, instrumento dEle na vida de seu filho, trate o seu coração.

Se frustrar é algo que acontece com todos nós ao longo da vida, mas sair mais forte das dificuldades e ser resiliente é um comportamento aprendido.

Portanto, não perca esse momento valioso!

 

5. Seja firme

Não ceda aos apelos da criança e mantenha a palavra.

A família deve ter cuidado para não ceder ao chororô para que a criança pare de chorar ou gritar.

Os adultos devem manter firmeza no tom de voz e falar com a criança na altura delas, explicando que atitudes como esta não irão mudar nada.

 

6. Não dê atenção à birra

Se ainda assim continuar, não dê atenção.

Para o psiquiatra e educador Içami Tiba, autor de “Disciplina: Limite na Medida Certa”, as crianças precisam passar pelo estresse de perder a segurança na hora da birra.

Se a criança se sente insegura, o foco no sentimento de frustração passa para a preocupação.

Li um caso sobre uma menina de 2 anos que foi com a mãe ao supermercado. Quando a mãe proibiu a filha de levar para casa uma guloseima, ela se deitou no chão, começou a chorar e a gritar. A mãe não teve dúvidas: virou as costas e continuou andando. Ela não teve outra alternativa que não fosse parar de chorar e vir atrás.

 

7. Aguarde o momento certo.

Somente depois que se acalmar, retome o ocorrido e mostre o quanto os pais estão bravos ou tristes. Você precisa tratar com ele agora sobre algumas coisas:

- Pais foram escolhidos por Deus para cuidar dela.

- É obrigação dos pais, então, protegê-la até dela mesmo, porque ela ainda é pequena e não sabe o que é melhor.

- Deus manda que os filhos obedeçam aos pais, então se deve obedecer por obediência a Deus, mas também por sua própria proteção, porque os pais sabem o que é melhor para você.

- Deus manda os pais amarem, cuidarem e disciplinarem seus filhos.

- E sim, agora ela será disciplinada.

 

8. Discipline de forma coerente.

Nessa idade, a consequência do ato deve ser imediata, não adianta dizer que vai ficar sem TV quando chegar a casa, pois, até lá, vai esquecer do que aconteceu.

Por exemplo: Se chorou porque queria uma bala naquela hora e não teve paciência de chegar até a lanchonete? Fica então sem o doce. Mas é preciso cumprir o que falou.

 

9. Reflita.

A birra é um comportamento explosivo de frustração e rebeldia.

Ao final de tudo, pare e reflita por que aconteceu e como você pode minimizar as chances de ocorrer de novo situações assim.

 

  1. Estou dando exemplo?

Filhos podem imitar as atitudes dos pais: evite a "birra de adulto".

Os pais são referência para os filhos e isto também vale para momentos de raiva em que o adulto resolve fazer a própria “birra” – batendo uma porta em casa após um momento de estresse, por exemplo.

Desrespeitando regras, para satisfazer a sua vontade, tratando outros com grosseria, porque não pode fazer o que gostaria, ou até mesmo usando um tom de voz elevado.

Lembre-se: Não adianta ensinar, se o exemplo que seu filho vê em casa, estiver incoerente com aquilo que você ensina. A criança aprende muito mais facilmente pelo EXEMPLO.

 

  1. Tenho dado NÃO sempre que precisa, ou isso acontece MUITO RARAMENTE?

A birra é um pedido por limites.

Como dissemos no início, a falta de limites, o excesso de permissividade, tira da criança as oportunidades que ela teria de se frustrar, e a leva a um estado de fragilidade emocional, ou seja, quando diante da frustração, ela perde o controle.

 

  1. Seu filho estava com fome ou sono?

Sentir fome e sono sem poder suprir as necessidades são sensações capazes de deixar qualquer um irritado.

Por isso, manter uma rotina de sono e alimentação ajuda a evitar a irritação.

Os pais devem identificar o que pode ser evitado: se sabem que a criança costuma dormir às nove horas, não é ideal sair para jantar neste horário, por exemplo.

 

4. Estou dando tempo e atenção suficientes para o meu filho?

A birra é uma forma dos filhos chamarem a atenção dos pais, portanto, tenha certeza de que você tem organizado sua vida, dando prioridade àquilo que é prioridade.

Filhos são e/ou devem ser prioridade dos pais.

Vale salientar que apesar dessas reflexões, as sugestões acima, devem ser praticadas e a disciplina deve acontecer.

Seu filho está sendo preparado por você para ser um adulto consciente, coerente, forte, não apenas em relação à força física, mas, principalmente, FORTE EMOCIONALMENTE.

Você só conseguirá isso, se ensiná-lo, desde cedo, a lidar com os sentimentos com autocontrole.

 

E para finalizarmos, segue uma boa dica!

 

- Distraia a criança

Em algumas situações, chamar a atenção da criança para outra coisa pode ser uma saída rápida e estratégica para a birra. Especialmente quando o comportamento desanda em locais públicos.

Fazê-la rir, começar a contar uma história sem fim, com elementos extraordinários ou distraí-la com outro atrativo costuma ser efetivo e a criança pode esquecer a razão do escândalo que estava fazendo minutos atrás.

Mas, lembre-se de que a birra, ou qualquer outro comportamento errado, é uma oportunidade única de você tratar o coração do seu filho, então, é uma dica para lhe tirar do sufoco na hora, mas ainda é um sentimento que precisa de cuidado.

 

Por que não devemos deixar a birra passar?

Por culpa ou falta de paciência, às vezes, os pais acabam cedendo aos pedidos dos filhos e deixam a birra passar como se não fosse nada demais. Esse é um erro fatal. A criança vai ficando cada vez mais autoritária, pois percebe que esta é uma maneira de sempre conseguir o que quer.

A criança precisa aprender que há momentos em que vai ganhar ou poder fazer algo que deseja e momentos em que não poderá e não ganhará o que quer. E entender que a sua insistência ou que esse tipo de comportamento além de não ajudá-la a alcançar o que quer, não será aceito e tolerado por seus pais.

Esse aprendizado é algo valioso para o resto da vida! Especialmente para a vida adulta.

À medida que os limites vão sendo dados, e a disciplina entra no momento certo e da forma correta, a linguagem vai se tornando mais efetiva e a criança aprende a se expressar verbalmente, com respeito, para demonstrar seu descontentamento frente a uma negativa dos pais, sem recorrer mais às birras.

Tornando assim fácil o diálogo e a relação.

Você pode ter momentos muito alegres e felizes com seu filho, mas os sacrifícios são necessários para que isso aconteça e você tenha a maior felicidade de todas... ver o seu filho andando no Caminho certo.

 

“Ensina a criança no caminho que deve andar e quando crescer, jamais se desviará dele.”

Pv. 16:22

 

Referências: encurtador.com.br/tyzF1

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